As poesias aqui postadas são de autoria de Eliane Sgaria Friedrich, as mesmas podem ser reproduzidas desde que referenciando a autora
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Em momentos tão trágicos, vem justamente do povo latino (3º mundo)a grande lição da vida: Solidariedade. Algo só possível aos de "formação sentimental não-capitalista". Somos muitos, embora divididos em esquerda e direita, sim existimos, embora contraditoriamente divididos por sistemas sociais mesquinhos e traiçoeiros. O que vale não são os sistemas e sim as pessoas. Têm pessoas com sentimentos certos motivadas por ideias erradas e pessoas com ideias certas motivadas por sentimentos errados, estes últimos são os que eu considero "perdidos feito cegos em tiroteio" e, têm os conscientes, em menor número, mas acima de tudo isto. Estes são os que fazem a diferença no mundo.
sábado, 19 de novembro de 2016
Envelhecer
Sintomas da velhice,
Não tem uma idade certa...
Mas a sensação é lógica,
A gente sente que vai se deteriorando
Começamos perdendo alguns laços emocionais,
Depois os existenciais e planamos num contemplamento de espera.
Espera-se pouco de nós mesmos, dos outros...
Da vida.
Resta-nos, doarmos, darmos o melhor que nos restou...
Andar em círculos pequenos, afinal , em linha reta,
Já não vamos tão longe.
Quem fez o bem a vida inteira,
Continuará a faze-lo mesmo que mecanicamente,
mantendo gentilezas e levezas de caráter...
Quem não o fez, com certeza será rabugento, intolerante,
Insuportável.
A vida é uma viagem,
A gente vai indo de vagão em vagão
Fazendo algumas trocas de lugares
Para nos mantermos perto de alguns que descerão
À qualquer estação... (somos eternas despedidas de momentos).
Descer na última estação é privilégio raro,
Mas tem seu preço;
É como voltar ao começo pelo avesso,
Com o desconforto da dependência, da demência
Da cruel inocência de esquecermos quem fomos.
E S Friedrich
Sintomas da velhice,
Não tem uma idade certa...
Mas a sensação é lógica,
A gente sente que vai se deteriorando
Começamos perdendo alguns laços emocionais,
Depois os existenciais e planamos num contemplamento de espera.
Espera-se pouco de nós mesmos, dos outros...
Da vida.
Resta-nos, doarmos, darmos o melhor que nos restou...
Andar em círculos pequenos, afinal , em linha reta,
Já não vamos tão longe.
Quem fez o bem a vida inteira,
Continuará a faze-lo mesmo que mecanicamente,
mantendo gentilezas e levezas de caráter...
Quem não o fez, com certeza será rabugento, intolerante,
Insuportável.
A vida é uma viagem,
A gente vai indo de vagão em vagão
Fazendo algumas trocas de lugares
Para nos mantermos perto de alguns que descerão
À qualquer estação... (somos eternas despedidas de momentos).
Descer na última estação é privilégio raro,
Mas tem seu preço;
É como voltar ao começo pelo avesso,
Com o desconforto da dependência, da demência
Da cruel inocência de esquecermos quem fomos.
E S Friedrich
De repente alguém comenta que hoje é o dia internacional do homem e fico aqui pensando... O que isto significa neste atual momento onde se busca pelo mundo a fora a não distinção dos gêneros masculino e feminino? ...O dia internacional da mulher tem lá sua história de valorização da mulher e igualdade de direitos ao homem na sociedade contemporânea e o assunto por si só é longo, mas é em resumo a busca da dignidade humana através da igualdade social entre homens e mulheres (ponto). Então este dia internacional do homem, representa exatamente o quê?
Acho tão interessante quando pessoas que sempre tiveram o apoio de heranças recebidas e contaram com a sorte de ter "amigos influentes" em todo o percurso da vida para si e para os seus, se enchem de razões para criticar a luta por direito dos menos favorecidos. Embora estas pessoas não consigam entender, são a escória social, são elas que mantém o "jeitinho brasileiro" (corrupto); são hipócritas e preconceituosos; a doença social da humanidade. E, pasmem, é justamente entre estes rançosos e purulentos que nascem os "verdadeiros intelectuais", aqueles que vão conduzir as grandes massas aos seus direitos de igualdade, de liberdade e de cidadania, seja através da música, da arte, da escrita, da profissão escolhida. A verdadeira "consciência politica" nasce deste lodo e, sabiamente por nascer incrustado no lodo social, são bravamente fortes e resistentes. A história está repleta de exemplos mundo a fora. Prestar atenção na vida, é um espetáculo à parte. Parabéns aqueles que por terem "facilidades", compreendem e ajudam na luta dos desfavorecidos, pois se reconhecem como iguais.
Sem sombra de dúvida é assombroso ver a reação( ou melhor dizendo, "a não reação"), da mídia ao que acontece dia a dia no nosso país. Quando não há imparcialidade na divulgação dos fatos já não há democracia. A ditadura é tendenciosa e as ovelhas continuam a serem pastoreadas pelos lobos. Eu tenho fé é na juventude, esta que teve por direito ler autores de esquerda, de centro e de direita e discernir ao confrontar pensamentos. A minha geração não teve direito a filosofia na escola, nem as artes propriamente dita, eram aulas de desenho, mais voltados a geometria... Sociologia fui conhecer na faculdade por apenas um semestre e, sem nenhuma profundidade... Ah, tempo dos generais militares, tudo tão "lindamente" programado para não se ter grandes pensadores, nem grandes professores, nem grandes escritores... Policiavam-se até os poetas. As paredes tinham ouvidos... Tudo era "tão lindo" se você seguisse marchando em linha reta... Ainda bem que não fiz jornalismo e fui para ed. física pelo esporte, pela dança, pelo teatro... pela liberdade de expressão; não me fascinava pelas aulas "calistênicas" e a rigidez que empregava... É, se os meus amigos e parentes acharam "linda" aquela época, provavelmente estavam dormindo ou já éramos mesmo, muito diferentes. Ah, lembrei-me agora de uma aula de " Educação Moral e cívica" ainda no ginásio que me atrevi a pensar em voz alta com a colega do lado,
enquanto a professora explicava "as maravilhosas palavras na nossa bandeira mais linda do mundo" ORDEM e PROGRESSO e, com um "sutil risinho meio irônico" fiz o trocadilho de que não era preciso ordem para se ter progresso, mas justamente ao contrário, deveríamos progredir e então, tudo se ordena... Pronto, desrespeitei o simbolo nacional e tudo o que representa, não ganhei explicação alguma que me convencesse do contrário. Eu estava errada e ponto.Castigo! trazer na próxima aula cinco páginas do caderno preenchida com " ordem e progresso". Mas, voltando a mídia sensacionalista, a população tem dado assunto, mas eles só selecionam aquilo que querem mostrar para você. Acreditem, isto é censura. E a ditadura, através deles existe. A nossa democracia está sendo dilacerada bem embaixo do nosso nariz. a
enquanto a professora explicava "as maravilhosas palavras na nossa bandeira mais linda do mundo" ORDEM e PROGRESSO e, com um "sutil risinho meio irônico" fiz o trocadilho de que não era preciso ordem para se ter progresso, mas justamente ao contrário, deveríamos progredir e então, tudo se ordena... Pronto, desrespeitei o simbolo nacional e tudo o que representa, não ganhei explicação alguma que me convencesse do contrário. Eu estava errada e ponto.Castigo! trazer na próxima aula cinco páginas do caderno preenchida com " ordem e progresso". Mas, voltando a mídia sensacionalista, a população tem dado assunto, mas eles só selecionam aquilo que querem mostrar para você. Acreditem, isto é censura. E a ditadura, através deles existe. A nossa democracia está sendo dilacerada bem embaixo do nosso nariz. a
domingo, 9 de outubro de 2016
Chove na noite sombria,
A luz nostálgica apenas anuncia
O silêncio da solidão...
Atemporal é o tempo.
***************************************
...rio-me tanto das pessoas que se dizem donos de alguma coisa,
Nunca me intitulei dona de nada. (Sou consciente que estou aqui só de passagem). Não somos donos nem da própria viva, que vem e parte a despeito da nossa vontade.
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A luz nostálgica apenas anuncia
O silêncio da solidão...
Atemporal é o tempo.
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...rio-me tanto das pessoas que se dizem donos de alguma coisa,
Nunca me intitulei dona de nada. (Sou consciente que estou aqui só de passagem). Não somos donos nem da própria viva, que vem e parte a despeito da nossa vontade.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Sábado de sol,
Transpiro poesia...
Não só eu, mas as flores, os pássaros, o ar,
A energia que circunda a terra que antes estava molhada...
O gato que se espreguiça, o cão que se acomoda mansamente
Com a cara sobre as patas dianteiras...
A água que sobre as pedras desliza,
Sonhando um dia ser rio,
Sábado é sempre um dia sutil,
Banhado de cores... Aromas, alegrias...
A mamangava polinizando as flores do maracujazeiro
E eu debruço-me por inteiro
Em um novo livro...
Transpiro poesia...
Não só eu, mas as flores, os pássaros, o ar,
A energia que circunda a terra que antes estava molhada...
O gato que se espreguiça, o cão que se acomoda mansamente
Com a cara sobre as patas dianteiras...
A água que sobre as pedras desliza,
Sonhando um dia ser rio,
Sábado é sempre um dia sutil,
Banhado de cores... Aromas, alegrias...
A mamangava polinizando as flores do maracujazeiro
E eu debruço-me por inteiro
Em um novo livro...
Flerte...?
Como poderia,
Eu, ter flertado
Com você?
Eu, ter flertado
Com você?
Jamais usaria esporas
Para ferir um cavalo,
Nem faria dos filhos do capataz,
Meus empregados...
Para ferir um cavalo,
Nem faria dos filhos do capataz,
Meus empregados...
Como eu poderia
Viver poeticamente
Olhando para um vasto campo
Sem serventia.
Com certeza eu levantaria uma escola
E distribuiria lotes ao redor
Com hortas comunitárias...
Viver poeticamente
Olhando para um vasto campo
Sem serventia.
Com certeza eu levantaria uma escola
E distribuiria lotes ao redor
Com hortas comunitárias...
Todos teriam direito a pescar e nadar
No parte do rio em que tu cercaste
Acreditando que tudo que passe
Pelas "tuas terras", te pertença...
No parte do rio em que tu cercaste
Acreditando que tudo que passe
Pelas "tuas terras", te pertença...
Ora, meu amigo,
Que ideia estapafúrdia ...
O meu angulo de visão
Assim como todas as minhas paixões,
Pertenceram sempre ao outro lado.
Que ideia estapafúrdia ...
O meu angulo de visão
Assim como todas as minhas paixões,
Pertenceram sempre ao outro lado.
Consciência,
Não se encontra dentro de porta-jóias.
A mente tem que estar aberta
Pela sintonia energética
Da sensibilidade de todos os sentidos.
Não, eu não flertaria jamais,
Com alguém ainda tão adormecido.
Não se encontra dentro de porta-jóias.
A mente tem que estar aberta
Pela sintonia energética
Da sensibilidade de todos os sentidos.
Não, eu não flertaria jamais,
Com alguém ainda tão adormecido.
E S Friedrich
Aniversário é uma festa interior...
Um encontro marcado de nós com nós mesmos
Para percorrermos um caminho florido
Em busca de nossa verdade e de nossas levezas.
É uma data para trocarmos abraços, mensagens, ligações
Um encontro marcado de nós com nós mesmos
Para percorrermos um caminho florido
Em busca de nossa verdade e de nossas levezas.
É uma data para trocarmos abraços, mensagens, ligações
É um dia de liberdade, de alegria e de gratidão.
Só ou rodeado de amigos,
A alma deve evocar luz e cor
Na parceria espiritual da energia divina,
Esta "energia" que nos transcende.
É um momento mágico,
É como se tirássemos um novo coelho da cartola.
É dar um novo colorido a visão da própria vida;
Sim, renascemos todos os anos,
Mas precisamos ao longo do tempo
Contracenar com novo personagem
(ora criança, ora jovem, ora adulto),
Sem nos perdermos de nós mesmos.
A beleza da vida, acredito,
Está na capacidade de podermos agradecer
por cada dia vivido durante todos os anos de nossas vidas.
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Do meu álbum Quintana:
Conheci o poeta
Sentado ao lado de sua cama
De meias e sem sapatos...
Da cadeira deu-me um sorriso
E o livro pé-de-pilão autografado.
Isto deve ter sido,
Lá por volta de 1973 ou 74
Na casa de sua irmã Marieta,
Na rua dos Andradas,
Quase esquina com a gal. Sampaio,
Rua aonde então, eu morava.
Dona Marieta,
Mãe de Celso leães que era casado
Com uma irmã de minha mãe...
Portanto Mario Quintana era
Tio-avô de meus primos...
E as poucas vezes que ele ia
Ao Alegrete, nós o visitávamos.
Na casa da Dona Marieta e seu Átilla,
Onde se hospedava,
Era recebido com sua sobremesa preferida,
Pudim de queijo... E como eu poderia esquecer?
Nesta casa havia um velho e grande papagaio
Chamado Kubitschek, que dizia muito palavrão...
Ah, naqueles tempos, era hilário!
E S Friedrich
Todo o poeta
possuí um jardim,
Mario Quintana
tinha uma praça...
Conheci o poeta
Sentado ao lado de sua cama
De meias e sem sapatos...
Da cadeira deu-me um sorriso
E o livro pé-de-pilão autografado.
Isto deve ter sido,
Lá por volta de 1973 ou 74
Na casa de sua irmã Marieta,
Na rua dos Andradas,
Quase esquina com a gal. Sampaio,
Rua aonde então, eu morava.
Dona Marieta,
Mãe de Celso leães que era casado
Com uma irmã de minha mãe...
Portanto Mario Quintana era
Tio-avô de meus primos...
E as poucas vezes que ele ia
Ao Alegrete, nós o visitávamos.
Na casa da Dona Marieta e seu Átilla,
Onde se hospedava,
Era recebido com sua sobremesa preferida,
Pudim de queijo... E como eu poderia esquecer?
Nesta casa havia um velho e grande papagaio
Chamado Kubitschek, que dizia muito palavrão...
Ah, naqueles tempos, era hilário!
E S Friedrich
Todo o poeta
possuí um jardim,
Mario Quintana
tinha uma praça...
E S Friedrich
Machado entrou em mim,
as bordoadas;
Drummond deixou encantos,
Pessoa e Casimiro enraizaram-se,
Castro Alves me comoveu;
Lygia, Lia, Cecília e Clarice deixaram espectros,
mas foi Quintana, este sim, me arrebatou...
É com Quintana
que eu vou; tirando um sarro da própria vida.
E S Friedrich
Machado entrou em mim,
as bordoadas;
Drummond deixou encantos,
Pessoa e Casimiro enraizaram-se,
Castro Alves me comoveu;
Lygia, Lia, Cecília e Clarice deixaram espectros,
mas foi Quintana, este sim, me arrebatou...
É com Quintana
que eu vou; tirando um sarro da própria vida.
E S Friedrich
E S Friedrich
Papel jornal
É de papel jornal
que quero o meu presente...
Ser palavras floridas,
Basta apenas que sejam lidas
Com encantamento.
Sim, eu só quero é o momento
do despertar.
O futuro, é ilusão,
papel para enrolar bananas...
O passado já foi escrito num jornal
que agora amassado
será desprezado com qualquer mensagem bonita.
Quero o presente,
este para qual o jornal
se atreve a despertar
palavras inconsequentes
Que arrematam flores,
salvando amores displicentes .
E S Friedrich
É de papel jornal
que quero o meu presente...
Ser palavras floridas,
Basta apenas que sejam lidas
Com encantamento.
Sim, eu só quero é o momento
do despertar.
O futuro, é ilusão,
papel para enrolar bananas...
O passado já foi escrito num jornal
que agora amassado
será desprezado com qualquer mensagem bonita.
Quero o presente,
este para qual o jornal
se atreve a despertar
palavras inconsequentes
Que arrematam flores,
salvando amores displicentes .
E S Friedrich
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