sábado, 7 de janeiro de 2012

Evoluzione...

Se hai lasciato il tavolo, o se inserito nel telaio ...
Ciò che conta è che sei venuto fuori dal comune.


Evolução...


Não importa se você saiu do quadro,
Ou se entrou na moldura...
O que importa é que você
saiu do lugar comum.
No hay necesidad de haber sido un esclavo de entender la limpieza en el alma
A sea of ​​yellow flowers (love / them), love is ...
Nestes pequenos espaços de tempo,
cada momento me diz tanta coisa...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Carretel...

O carretel do outono está vazio,
Já gastei todo o fio
No tear da minha saudade...
Teci doces lembranças,
Remendei  sonhos e alinhavei esperanças...

O carretel,
Tanto quanto o baú
Dos meus primeiros planos,
Se acabaram...Ah, os sonhos,
Os sonhos precisam sempre ser recarregados...

Autografando em Nova Hartz... 2011


Escola Airton Senna / Sapiranga/ 2011

Dia de palestra e homenagens...


Escola Pastor Rodolfo Saenger/sapiranga/ 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Alquimia...

Esta mistura louca de paixão e fé,
de acreditar no impossível...
odores, cores, instigantes mistérios;
Magias que nos fazem fluir
ao passado, ao futuro,
aos instintos...
Mágico é o perfume
e toda a sua sintonia
agregada de cores e sons,
nos levando ao limiar da razão e da loucura...
Enquanto alquimista, não desisto da minha busca...

O tempo...



O tempo,
este que espera por mim,
mesmo com toda a lentidão dos meus passos,
sabe exatamente onde vou estar
na hora do seu abraço...
Parece não se importar comigo,
com o que eu digo, com o que eu faço;
espreita apenas, à espera do meu cansaço...

Tempo longo e louco tempo,
que trágico momento me propõe?

Morrerei de desespero,
de desprendimento, de desamor...
ou apenas sucumbirei por não mais suportar
à dor de viver...

Tempo falso amigo, par inseparável,
faz de mim, tua escrava
acorrentando-me a ti;
Te esvai, comigo...


A louca...


Sei que enlouqueci,
pois me pego à procurar por mim,
por onde jamais estou...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Que te baste...


Que te baste
na minha ausência
outros sorrisos,
outros toques de mãos.

Que te baste às canções
que me trarão à tua presença
em pensamentos...

Que te baste outros olhares, outros afagos;
apenas minha lembrança em algumas fotos, alguns vídeos;
os momentos que não puderem ser esquecidos...
Que te baste a vida que percorremos juntos
quando eu for ausência,
que te baste saber o quanto te amei
em cada momento... e como eu te amei!

Que te baste a vida
que tens ainda para seguir...
Na minha ausência,
que tu te baste!

Mamãe é Dez...


Ela amarra os cadarços em meus pés,
Dá beijinhos,
Arruma-me o casaco para que eu vá
"Bem Mauricinho"...
Fica olhando-me, como que contando os meus passos
Até não mais me avistar.

Mamãe é Dez,
Fica na ponta dos pés,
a me ascenar...
Parece até uma despedda sem fim,
Ela gosta muito de mim;
Mamãe poderia ser nove...
Ela sempre me promove,
Diz para todos que ue sou uma graçinha...
Mesmo que ela fosse oito...
Eu ainda assim seria o seu garoto favorito.

Pode ser que existam mães, sete, seis ou cinco;
Eu não acredito,
Elas parecem tão iguais
E nos amam tanto...
Não existem mães de zero a quatro,
Isto eu posso afirmar,
Mãe que bate, espanca, agride,
Sem ter uma desculpa educativa ou de proteção,
O que já é de se questionar,
Não é mãe, é dragão!
Corre, caí fora, procura o conselho tutelar
Mãe é para confortar...
É para dar proteção, alimento e carinho...
Pode ser magra, gorda, velha, moça,
Desdentada, nariguda, muito alta ou baixinha...
Mãe sabe nos olhar, nos acariciar, nos perdoar,
Pode não ter dinheiro para nos dar um sorvete,
Mas vaí nos balançar contente no balanço da praçinha.
Mãe que não tem tempo, não tem hora,
Daquelas que às vezes até dorme fora,
Mas não se esquece da gente...
Vai encontrar um segundo,
Para nos olhar bem fundo e incentivar a seguir em frente...

Minha mãe é Dez,
Hoje já não amarra mais os cadarços nos meus pés,
Já estou cescidinho o bastante,
Mas passa a mão suave sobre a minha cabeça
E ainda me beija como antes...

Eu e minha mãe...

Mamãe sempre tem flores sobre a mesa,
Que busca em nosso jardim...

A porta da frente mantém sempre aberta,
Como se a rua fosse uma extensão da própria casa.

O café preto sobre a mesa da cozinha
E o chimarrão nas tardes de domingo...
Escreve em seu caderno de rabisco
E seu rosto se ilumina quando riscos viram poesias...
Minha mãe carrega no olhar a expressividade
Das angustias, das desilusões da vida...
Mas ri contando suas paixões, cantarolando lindas cantigas,
E ainda que desiludida, torce pela vida dos outros e dos seus...
Mamãe é assim, um poço de insegurança,
Mas se pesarmos na balança,
Equilibra-se na vontade de viver...
Faz planos, mil projetos,
Mas acaba sendo concreto, seu mundo...
Do qual faço parte, eu, seu filho do meio.
Eu a observo, sou seu eterno fã,
Minha mãe, meu talismã...
Que enche de sol minha vida.
Minha mãe é uma boa pessoa,
Confusa, deajeitada,
Mas nos abraçamos, rimos e choramos,
E ainda encontramos tempo para boas gargalhadas...